Nos dias 25 e 26 de julho, estive no TDC2008, um evento organizado pela Globalcode e patrocinado pela Locaweb, UOL e JBoss, uma divisão da RedHat. O evento contou com palestras sobre Java e metodologias ágeis, e teve várias palestras ocorrendo simultaneamente durante dois dias.

Cheguei cedo no segundo dia do evento e deu tempo de pegar a abertura que não teve nada demais. Mas logo depois começou o keynote do Ed Burns sobre o seu livro Secrets of the Rock Star Programmers. O livro traz temas que foram comentados por nomes conhecidos do mundo Java, como Rod Johson, James Gosling, dentre outros.

Em seguida, eu fui para apresentação do Manoel Pimentel sobre modelagem ágil. Foi uma excelente apresentação. O Manoel abordou assuntos como UML em cores e Agile Draw, mas eu não vou falar sobre essa apresentação, porque é possível assistir a gravação em vídeo.

Depois foi a vez da apresentação arrasadora sobre Extreme Programming que o Vinicius Teles fez. Foi excelente, mas eu não preciso falar muito sobre, porque o próprio Vinícius filmou a apresentação, então em favor a vocês próprios, assistam o vídeo. Vale muito a pena. :)

No final da palestra de XP, apareceu o Juan Bernabó avisando que havia uma van esperando em frente ao prédio do evento para levar todos a um restaurante italiano comer uma macarronada ágil e foi pra lá que eu fui.

Cheguei tarde da macarronada e acabei perdendo a apresentação do André Piza sobre a adoção de SCRUM no UOL, fiquei na esperança de que alguém tivesse filmado também, mas como não vi nenhum link por aí, acho que não existe.

E então eu fui assistir a apresentação Dr. Spok e do Ricardo Jun sobre algo mais técnico, sobre Spring. Bela apresentação. Eles não entraram em muitos detalhes de implementação, mas deram uma visão geral de tudo que o Spring pode oferecer.

Em seguida veio o debate sobre metologias ágeis com vários feras de metodologias e processos de desenvolvimento no Brasil. Nomes como José Papo, Manoel Pimentel, Vinícius Teles, Juan Bernabó, André Piza e outros.

O Jorge Diz foi o moderador do debate e as vezes parecia que ele estava afim de por lenha na fogueira, principalmente quando ele próprio perguntou para um consultor CMMI: “Porque CMM significava consultoria mamando muito?!”. Foi engraçado mesmo. O Jorge Diz é uma figura!

Esse debate foi totalmente enriquecedor pros meus conceitos de ágeis. Eu pude ouvir muitas experiências e em particular como o Vinícius Teles convenceu o seu cliente do projeto Lucidos a adotar XP. Esse debate foi filmado também e vale a pena assiti-lo também.

No final do debate havia um grupo de pessoas que estavam com umas dúvidas, mas estava difícil conseguir fazer uma pergunta lá. E mesmo que se conseguisse fazer uma pergunta, as respostas geravam outras perguntas e não se conseguia mais perguntar nada. Eu nem me animei em perguntar nada. Mas o interessante foi que eu tinha acabado ler pela segunda vez o Scrum and XP from the Tenches, onde o Henrik Kniberg fala bastante sobre coisas que sanariam as dúvidas do grupo que eu mencionei e então eu os indiquei o livro. Ainda não sei se o livro os ajudou, espero que sim.

Mais uma vez eu não pude ficar pro encerramento, tive que correr para não perder o avião. Mas os amigos que ficaram disseram houve umas rodas de conversas informais sobre vários assuntos e rolando umas cervejas pra galera.

O The Developer’s Conference 2008 foi um ótimo evento. Gostei de ver que grandes empresas como UOL e Locaweb estão apostando em metodologias ágeis e patrocinando eventos sobre o assunto.

Hoje, dia 25 e amanhã, dia 26, estarei aqui no TDC2008. Em breve eu escreverei um review completo do evento e vou comentar as palestras que eu assisti.

Enquanto isso é possível acompanhar em tempo real o que está rolando no evento acompanhando o meu twitter e no hashtag #TDC2008.

Rolou ontem no RioJUG, a palestra do Fábio Kung, como eu havia avisado aqui. Tratou-se da mesma palestra dada por ele no Falando em Java deste ano: A nova versão do GUJ.com.br que usará JRuby on Rails.

Ele falou das desvantagens do Rails e como superá-las com o JRuby e algumas bibliotecas Java, onde os gems com códigos nativos em C, não podem ser usados.

Foi a segunda vez que eu assisti essa palestra e serviu pra reforçar o meu objetivo de cair dentro de Ruby este ano :)

Acabei de chegar da apresentação do Bruno Pereira sobre WebServices REST no RioJUG, uma que eu havia anunciado aqui. A apresentação foi bem teórica e explicativa no início. Depois, ele apresentou o código-fonte e executou alguns testes para demonstrar o funcionamento. Durante toda a apresentação ele comparou os padrões WS-* e REST. Ele falou também um pouco das motivações que deram origem aos WebServices e qual padrão eles tendem seguir, que o é REST, claro! Pra quem quer saber mais, ele indicou a edição no. 56 da Java Magazine que tem uma matéria dele sobre o assunto.

No final, teve sorteio de brindes - como sempre, não ganhei nenhum - e o Guilherme Chapiewski, disse que o Fábio Kung estará na globo.com na semana que vem palestrando sobre JRuby e que provavelmente, ele fará uma apresentação no RioJUG também.

Eu estou lendo o livro Rails para Desenvolvedores Java que o amigo Rodrigo Allemand me emprestou e está sendo um aprendizado e tanto. Eu nunca tinha nem visto um código-fonte em Ruby antes. Só havia lido (e muito!) sobre tudo que ele faz com o mínimo de linhas de código em todos os fóruns, listas de discussão sobre desenvolvimento. E todo esse hype em torno de alguma coisa te faz ter, pelo menos, curiosidade sobre tal coisa.

Eu cheguei a conhecer o conceito do Rails antes, quando comecei a estudar e usar o Cake PHP. É algo bem parecido. Acho que posso dizer que o Cake está para o PHP, assim como o Rails está para o Ruby. E posso afirmar que o que está sendo interessante pra mim nesta leitura nem é o Rails em sim, mas neste primeiro momento está sendo o aprendizado de Ruby. É uma linguagem genial, eu nunca tinha visto nada tão legal. Já até adicionei na minha lista de livros a ler, alguns sobre Ruby.

Graças ao livro, fui capaz de entender o código que o Fábio Kung escreveu para fazer o sorteio no Falando em Java e tantos outros códigos que tenho visto pela internet. Tenho até criado algumas coisas a fins de aprendizado mesmo.